Open Educational Resources: Cases from Latin America and Europe in Higher Education

Inamorato, A., Cobo, C., & Costa, C. (2012). Open Educational Resources: Cases from Latin America and Europe in Higher Education. Niterói. Universidade Federal Fluminense Publishing. Retrieved from http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2193109

Este estudo, inserido no Projeto OportUnidad patrocinado pela Comissão Europeia no âmbito do programa EuropeAid ALFA III que visa promover a adoção de práticas educacionais abertas no ensino superior na América Latina, descreve uma série de estudos de caso de universidades da Europa e América Latina e as suas experiências na implementação das referidas práticas, contextualizando os REAs em ambiente real. O caráter atual deste estudo (publicado em Dezembro de 2012) atribui-lhe especial relevância, uma vez que oferece uma perspectiva muito próxima em termos temporais da implementação prática de Acesso Aberto e REAs, dando conta dos seus resultados e experiências. Na conclusão é referida, para além do aumento da partilha de conhecimento como uma das grandes vantagens dessa implementação, a diversidade de práticas, processos e escolhas tecnológicas na implementação de REAs, conferindo assim para experiências diferentes e únicas em cada instituição.

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Models for Sustainable Open Educational Resources

Downes, S. (2007). Models for Sustainable Open Educational Resources. Interdisciplinary Journal of E-Learning and Learning Objects, 3, 29-44. Retrieved from http://ijello.org/Volume3/IJKLOv3p029-044Downes.pdf

 

Neste artigo Stephen Downes reflete sobre a sustentabilidade de um ecossistema de REA, uma questão de elementar importância, visto que é transversal à existência do próprio conceito. O autor inicia a sua reflexão focando-se na importância dos REA, especificando de seguida o que são esses recursos e o conceito de “aberto”. Estabelecidas esses conceitos iniciais, o autor concentra-se na sustentabilidade propriamente dita, refletindo sobre as suas diversas dimensões: os diversos modelos de financiamento, técnicos (armazenamento, distribuição, etc), de conteúdo (resusabilidade, acessibilidade, qualidade, etc) e humanos (quem produz, que motivação tem, é ou não remunerado, etc). Na conclusão reflete sobre as práticas de desenvolvimento de REA e questiona que se aborde o tema dos REA de forma isolada, sem os contextualizar no movimento de Educação Aberta, definindo essa prática como um risco para a sua sustentabilidade. Parece-me um artigo de grande relevância pois contextualiza de um modo aprofundado questões que devem estar presentes tanto a quem produz ou consome REAs como a quem os gere, sejam pessoas ou instituições.

Personal Learning Environments, social media, and self-regulated learning: A natural formula for connecting formal and informal learning

Dabbagh, N., & Kitsantas, A. (2012). Personal Learning Environments, social media, and self-regulated learning: A natural formula for connecting formal and informal learning. The Internet and Higher Education, 15(1), 3–8. doi:10.1016/j.iheduc.2011.06.002 (http://dx.doi.org/10.1016/j.iheduc.2011.06.002)

Os autores deste estudo destacam as vantagens da formação de PLEs que abranjam os média sociais no ensino superior, dado que os aprendentes os já os utilizam ativamente para esse fim, mesmo que o façam de uma forma espontânea. De facto, a atual geração de aprendentes que conviveu desde sempre com a tecnologia tende cada vez mais a utilizar os média sociais para as suas interações sociais, e se nestas estiver inserido o contexto do ensino, faz todo o sentido que se tire partido desse fator em benefício do aprendente, congregando assim a aprendizagem formal e informal. Os autores referem diversos estudos que corroboram essas conclusões, mas salientam também a necessidade de direção por partes dos aprendentes, pois estes carecem muitas vezes de capacidades para gestão do conhecimento e definição de objetivos, as quais devem ser desenvolvidas para uma melhor utilização dos recursos à sua disposição. Destaca-se também o caráter distributivo do ambiente pessoal de aprendizagem, um DLE, e a transformação do ambiente pessoal num ambiente social de aprendizagem. Na minha opinião é um estudo valioso no sentido em que retrata a realidade do elearning na atualidade e aponta o que parece ser o futuro próximo.

Personal Learning Environments

Harmelen, M. Van. (2006). Personal Learning Environments. (M. Memmel & D. Burgos, Eds.)Sixth IEEE International Conference on Advanced Learning Technologies ICALT06, 16(1), 815–816. doi:10.1109/ICALT.2006.1652565 (http://dx.doi.org/10.1109/ICALT.2006.1652565)

Neste estudo o autor tenta delimitar o âmbito do conceito de PLEs (Ambientes Pessoais de Aprendizagem). Para tal procede primeiro lugar a uma desambiguação com outros termos que podem causar confusão, como Ambiente Particular de Aprendizagem, Ambiente Personalizado de Aprendizagem e Ambiente Personalizável de Aprendizagem, depois a uma análise das dimensões que definem o PLE, cuja validade parece ser intemporal, e daí a coerência do conceito, e por fim apresentando exemplos de PLEs. Este estudo é claramente datado, pois o PLE é sempre focado na aprendizagem formal, podendo ser parte de um VLE (Ambiente Virtual de Aprendizagem). É preciso considerar que o boom dos média sociais e o modelo conectivista estavam ainda em formação na altura, por isso este estudo é valioso hoje em dia para compreender a evolução do conceito.

Application of PageRank Technique in Collaborative Learning

Yang, S., Zhao, J., Zhang, X., & Zhao, L. (2008). Application of PageRank Technique in Collaborative Learning. In Anonymous (Ed.), Advances in Blended Learning Second Workshop on Blended Learning WBL 2008 Jinhua China August 2022 2008 Revised Selected Papers (pp. 102–109). Springer Verlag. doi:10.1007/978-3-540-89962-4_11 Neste estudo apresentado em 2008, uma equipa de investigadores de várias universidades Chinesas propuseram uma metodologia para a aplicação de um algoritmo derivado do PageRank (Brin & Page, 2000) às comunidades de elearning. Os autores descrevem como a aplicação desse algoritmo poderia otimizar os sistemas de aprendizagem dando ao aprendente a informação mais relevante, tendo em conta um ranking de credibilidade baseado em diversos fatores. Esse algoritmo teria também a capacidade de dinamicamente elevar ou descer a posição da fonte de informação no seu ranking de credibilidade, acompanhando a evolução dos eventos e informação disponível. A aplicação de algoritmos deste género é cada vez mais necessária dada a quantidade e variedade de informação disponível. Outros trabalhos na área são (Chakraborty, n.d.) ou (Desikan & Delong, 2006).

A mobile agent-based p2p e-learning system

Kawamura, T, Kinoshita, S. &, & Sugahara, K. (2005). A mobile agent-based p2p e-learning system. IPSJ Journal. Retrieved from http://www.keisana.ike.tottori-u.ac.jp/publications/papers/210.pdf


Os investigadores da Universidade de Tottori, Japão, apresentaram em 2004 esta prova de conceito de uma plataforma de web-based training (WBT) baseada em tecnologia p2p que, ao contrário da abordagem tecnológica cliente/servidor, permite uma redistribuição mais eficiente e rápida da informação pelos diversos utilizadores (nodes) que agem eles mesmos como clientes e servidores. Mas a inovação passa pela aplicação de agentes, pequenas unidades de programação que acompanham a informação redistribuída (exercícios), que possuem a faculdade de poder corrigir o input do utilizador, dando-lhe feedback de forma instantânea do seu trabalho sem necessidade de ligar a um servidor central Este estudo demonstra as potencialidades de desenvolvimento do p2p aplicado ao elearning, tema amplamente debatido nos meios académicos como é o caso da Edutella ((Nejdl, Wolf, Qu, & Decker, 2002).

Challenges and Competences of the e-Teacher: A higher education experience in Portugal

Costa, F. A., & Fradão, S. (2012).   Challenges and Competences of the e-Teacher: A higher education experience in Portugal . In C. Prachalias (Ed.), Proceedings of the 8th International Conference on Education. Research and Training Institute of East Aegen, 5th-7th July (pp. 145–152). Samos Island, Greece. Retrieved from http://repositorio.ul.pt/handle/10451/6994

Os autores dão conta da experiência de organização de um Mestrado em Educação em e-learning na Universidade de Lisboa, e tecem considerações sobre o papel do professor nesse cenário que me parecem valiosas pelo contributo de observação prática do que é geralmente postulado em teoria, com as dificuldades encontradas próprias de uma metodologia em contínuo desenvolvimento. O papel do e-professor ou e-tutor é diferente do papel do professor tradicional, pois são-lhe requeridas outras funções e responsabilidades e este deve possuir diferentes competências e conhecimentos, dos quais os conhecimentos tecnológicos não são os menos importantes. No entanto, o e-professor deve sobretudo criar estratégias para estimular e motivar os aprendentes à participação ativa, pois estes e os seus interesses são o foco central da aprendizagem.

Connectivism: Learning theory of the future or vestige of the past?

Kop, R., & Hill, A. (2008). Connectivism: Learning theory of the future or vestige of the past? … Review of Research in Open and Distance Learning. Retrieved from http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/viewArticle/523

Os autores fazem um balanço do debate sobre o conectivismo proposto inicialmente por Siemens e Downes, particularmente no seu estatuto como teoria da aprendizagem. O novo papel do professor é também abordado neste contexto, sendo que este assume um papel mais secundário devido à centralização do foco da aprendizagem no aprendente, passando o professor a agir como um guia dentro da rede de conhecimento a que este tem acesso. No entanto esse papel pode perder relevância à medida que a rede de conhecimento do aprendente evolui, dado que este passa a ter a capacidade de dirigir a sua própria aprendizagem para além da educação formal e das instituições tradicionais. Parece-me ser uma abordagem válida, e espelha algumas mudanças que estão em quanto ao papel do professor no ensino à distância.