Models for Sustainable Open Educational Resources

Downes, S. (2007). Models for Sustainable Open Educational Resources. Interdisciplinary Journal of E-Learning and Learning Objects, 3, 29-44. Retrieved from http://ijello.org/Volume3/IJKLOv3p029-044Downes.pdf

 

Neste artigo Stephen Downes reflete sobre a sustentabilidade de um ecossistema de REA, uma questão de elementar importância, visto que é transversal à existência do próprio conceito. O autor inicia a sua reflexão focando-se na importância dos REA, especificando de seguida o que são esses recursos e o conceito de “aberto”. Estabelecidas esses conceitos iniciais, o autor concentra-se na sustentabilidade propriamente dita, refletindo sobre as suas diversas dimensões: os diversos modelos de financiamento, técnicos (armazenamento, distribuição, etc), de conteúdo (resusabilidade, acessibilidade, qualidade, etc) e humanos (quem produz, que motivação tem, é ou não remunerado, etc). Na conclusão reflete sobre as práticas de desenvolvimento de REA e questiona que se aborde o tema dos REA de forma isolada, sem os contextualizar no movimento de Educação Aberta, definindo essa prática como um risco para a sua sustentabilidade. Parece-me um artigo de grande relevância pois contextualiza de um modo aprofundado questões que devem estar presentes tanto a quem produz ou consome REAs como a quem os gere, sejam pessoas ou instituições.

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Game On! My latest MOOC experience: #gamemooc #gbl #edtech

In the truest spirit of a knight who seeks the Grail, I’m about to engage in a new adventure in MOOCland, a quest for enlightenment on the subject of gamification of learning. Appropriately, the promoters have set up a scenario using a webpage with a web game theme, so I am now known as Sir João, knight of the Grand Order of the Royal Whatever. No I’m not, but I’m supposed to be a knight all the same. I hope there are no Knight Who Say Ni! on those whereabouts…
Gamification is something that interests me. I used to be a gamer back in the old days, before I lost a lot of interest when I was at university, but never left it totally. I always kept an eye on video games and I can say I recently played a few days my all-time favorite, Sid Meyer’s Colonization (thanks Dosbox!).

The phenomenon of gaming is of interest to me not only on the entertainment perspective but also on the learning and development point of view. Animals learn by playing, that’s only natural, everyone plays games in some way or another. Games are training for life. But games are not only play. Games are much more than that. There’s a whole science behind game design, game theory, game economics, and when you direct the game to the pedagogical field you can have very interesting results.

Nevertheless, the subject of this MOOC is not only games: it’s Gamification. That is a concept I wasn’t aware of until recent years. I confess I had eard it before but dismissed it as any fad mumbo-jumbo trend for the time being. Now, doing some research in education trends I refound it and, in context, it really makes a lot of sense. What we’re talking about is not the use of games for education purposes, it’s in fact the actual perception of the education as a game, borrowing elements from one reality to another to achieve a more natural, engaging and motivating experience of learning. Now, that is REALLY what learning design should be about, right?

So, let’s see how things go in this second MOOC experience. This one is shorter that OLDS MOOC (6 weeks) and doesn’t seem to be so demanding in terms of time. I’m sure It’ll be a great experience.

The link for the MOOC , which officially starts March 18th, is this one: http://gamesmooc.shivtr.com

Processos Pedagógicos em eLearning (PPeL) 6: Uma reflexão possível

Vivemos tempos interessantes. Nos últimos 100 anos a produção de conhecimento científico foi tão avassaladora que ultrapassou largamente a soma de todo o conhecimento científico até então produzido. Na prática, todos os campos do saber sofreram evoluções, e a educação não foi alheia a essa tendência. Ao cabo de milénios de edução baseada no paradigma da transmissão unidirecional de conhecimento do professor para o aluno, limitado pelo saber e pelos recursos a que o primeiro tinha acesso, encontramo-nos na realidade do “cérebro mundial” de Russell (Russell, 1984), na qual, por via da revolução tecnológica que levou ao desenvolvimento de tecnologias digitais cujo resultado mais ubíquo foi a Internet, passamos a ter ao nosso dispor uma quantidade avassaladora de informação e conhecimento, pelo que um novo modelo educativo se tornou absolutamente necessário.

Ao longo do último século, e em sintonia com a evolução que se ia verificando, vários modelos de abordagem educativa foram desenvolvidos, com aplicação tanto no campo da educação presencial como no da educação à distância. Todos eles, à sua maneira, responderam ao contexto em que foram desenvolvidos, tendo em conta o conhecimento e a realidade da altura. No entanto, a evolução tecnológica e social não parou, e o advento da sociedade em rede levou a que alguns desses modelos fossem considerados menos adequados a grande parte dos desafios que esta levantou. Anderson e Dron (Anderson & Dron, 2011) consideram que a educação à distância teve 3 gerações de modelos educativos, distinguíveis pelas suas abordagens pedagógicas, sendo que nos encontramos atualmente a explorar a terceira: o cognitivismo-behaviorismo, o construtivismo social e o conectivismo. Para os autores, diga-se, nenhum dos três modelos é “melhor” ou “pior” que os outros, uma vez que são abordagens pedagógicas que podem cumprir com sucesso distintas finalidades, podendo de facto coexistir.

O conectivismo, proposto por Siemes e Downes, é claramente o modelo pedagógico que mais tenta integrar o conceito de “cérebro global” na aprendizagem, dado que considera a aprendizagem como um “process of connectiong specialized nodes or information sources” (Siemens, 2005), uma abordagem que está em linha com a “sociedade em rede” que Castells (Castells, 1996) postula como sendo o paradigma social em que vivemos.

O conceito de rede é fundamental para o conectivismo. O indivíduo não é um ser isolado do que o rodeira, do outro, e o seu processo de aprendizagem é contínuo. O indivíduo faz portanto parte de uma rede que se vê a cada dia mais reforçada, de mais fácil interconexão, e tem de aprender a lidar com esta nova realidade. A rede oferece o acesso ao conhecimento, o qual também deixou de ser estático, passando a ser dinâmico e mutável. O indivíduo deve agora ser ensinado a reconhecer o valor da rede como “cérebro mundial”, como fonte de conhecimento, deve desenvolver habilidades de recolha e criação de conteúdos, de pesquisa de informação válida e relevante, de ligação a nós da rede que lhe ofereçam algo de válido e ele próprio deve interagir, enriquecer o conhecimento dos outros com o seu próprio conhecimento, com a sua criatividade. O conectivismo propõe uma abordagem nova mas que, no fundo, já estava em aplicação na aprendizagem informal, na sua experiência de todos os dias na rede. O seu grande mérito é, assim, o de sistematizar e fundamentar um modelo pedagógico baseado na concretização das experiências que o dia-a-dia já vinha confirmando como sendo adequadas e aceites, num modelo pedagógico que realmente se adequa à nova realidade e abriu portas a inovações pedagógicas importantes na educação á distância das quais os MOOC são exemplo.

Esta unidade curricular (doravante u.c.) foi leccionada pelo Professor José Mota no âmbito do primeiro semestre do Mestrado em Pedagogia do eLearning (MPeL), edição 6 (ano lectivo de 2012/2013), promovido pela Universidade Aberta.

Uma análise ao Contrato de Aprendizagem, documento orientador da u.c., diz bem da intenção de, num primeiro momento, promover uma abordagem introdutória equilibrada à temática da aprendizagem em rede, através da exploração teórica dos seus conceitos fundadores e práticas estabelecidas, e num segundo momento, já com os conceitos firmemente apreendidos, passar à prática através de dois aspetos de grande importância para a aprendizagem em rede como são os ambientes pessoais de aprendizagem (PLE) e o desenho da aprendizagem (learning desing), passando, no caso do segundo conceito, pela experiência de participação num Curso Online Aberto e Massivo (MOOC) dedicado ao tema do desenho da aprendizagem.

Na minha opinião a estrutura da u.c. foi desenvolvida de uma forma coerente e lógica, tendo estabelecido os alicerces para uma experiência de aprendizagem e crescimento pessoal bastante frutuosa. O facto de iniciar por uma abordagem teórica dos conceitos ligados à aprendizagem em rede e ter obrigado os alunos a, desde logo, procurarem recursos além dos disponibilizados pelo docente, de modo a compilar uma bibliografia comum à u.c., levou a que todos ficássemos imersos no espírito de um modelo de aprendizagem a que não estávamos habituados, mas que sabíamos ser desafiante. Creio que estive bem na escolha bibliográfica que fiz na primeira atividade, com duas referências bibliográficas relevantes sobre o conectivismo (e a sua crítica) e sobre um exemplo prático do papel do professor num curso online, mas na segunda atividade, a produção de um artefacto, não respondi a melhor forma ao desafio. O mesmo se passou, de resto, com a segunda temática da u.c., o PLE, em que as referências bibliográficas foram relevantes e mereceram a aprovação por parte do docente, mas a realização do PLE não correspondeu totalmente aos objetivos propostos. Creio que deixei um pouco a desejar nessas duas temáticas, perdi algumas décimas preciosas na avaliação.

Já na terceira temática, e tendo em conta que não possuo ainda feedback sobre o desempenho, só posso esperar que tenha sido melhor que o das dus temáticas anteriores. A participação no OLDS MOOC foi um pouco confusa, é certo, mas penso que fiz o essencial, tendo obtido os badges de 1 e 3 semanas e produzido evidências de participação. A dada altura pensei em desistir do MOOC e optar pela atividade alternativa que entretanto foi criada, mas as palavras de incentivo do Professor foram o tónico que precisava para me manter firme e combater a adversidade. No final da participação creio que posso dizer que foi uma boa experiência, pois fiquei com um conhecimento prático que ainda não tivera oportunidade de obter, tanto sobre MOOCs como sobre desenho da aprendizagem online. Esta última, como era esperado, foi de importância vital para o desenvolvimento da minha própria atividade online.

No que concerne à experiência de aprendizagem online, devo dizer que como aluno esta é a minha primeira experiência, embora seja instrutor online de Português da escola de línguas multinacional Berlitz. No entanto, aí o processo de aprendizagem é síncrono, fazendo uso de uma aplicação de uma aplicação de web conferencing (AT&T Connect). Já tinha, de facto, utilizado a plataforma Moodle, mas nunca a tinha explorado a fundo como está a acontecer neste momento. Tinha experiência em fóruns e grupos de discussão online, dado que sou utilizador assíduo da Internet desde 1997, quando iniciei a minha licenciatura, e também trabalhei como programador web. Já tinha tido oportunidade de experimentar alguns aspectos da aprendizagem formal através do iTunes U e de participar em alguns webcasts, mas de facto não sabia bem o que esperar do curso e desta u.c.. Devo dizer que o nome da u.c. em si mesmo me trazia à memória os “fantasmas” de cadeiras como “Metodologia do Ensino de (Português e Inglês)”, extremamente teóricas e nada apelativas da minha licenciatura que, na prática, se revelavam de uma utilidade no mínimo discutível, por isso foi com imenso agrado que encontrei nesta u.c. uma estrutura bem planeada com o claro objetivo de proporcionar uma experiência de aprendizagem ao mesmo tempo útil e motivadora.

 

Bibliografia

 

Anderson, T., & Dron, J. (2011). Three generations of distance education pedagogy. IRRODL. Retrieved from http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/890

Castells, M., (1996, second edition, 2000). The Rise of the Network Society, The Information Age: Economy, Society and Culture Vol. I. Cambridge, MA; Oxford, UK: Blackwell. ISBN 978-0-631-22140-1.

Russel, P., (1984) The Awakening Earth: The Global Brain, London: Routledge & Kegan Paul, Ark.

Siemens, G. (2005). Connectivism: A learning theory for the digital age. International Journal of Instructional Technology and Distance Learning, 2(1), 3–10. doi:10.1.1.87.3793

 

Thoughts on my first Massive Open Online Course ever: #OLDSMOOC

MOOCs are all the hype these days on the field of higher education. They ally the convenience and flexibility of asynchronous distance education to communication technologies that have become increasingly common all over the world, generation a new model of education that brings benefits (and disadvantages) to both learners and teachers/institutions.

Among the benefits for learners are the variety of choice (if they are fluent in English, since there English-speaking countries are the main pushers of this new model), the possibility of acquiring knowledge backed by renowned institutions (Stanford, MIT, Harvard, UC Berkeley, etc.) and scholars, and even get certificates, the flexibility for time management given by the fact that MOOCs don’t have “classes” in the traditional sense but provide sets of instructions for learner to develop their autonomous work and, finally, the ability to access the course everywhere in the world, which makes them a truly great education opportunity for countryside regions where higher education institutions are usually more distant, and financial benefits, since these courses are mostly free to attend but may require a small sum for the completion certificate. Another benefit for learners is the ability to liaise online with fellow learners from elsewhere, since social networking is at the core of MOOCs.

There are also benefits for scholars and institutions. Scholars can reach a larger audience (+100.000 registered students in some cases), gaining recognition for them and for the institution, these same institution can potentially cut costs by assigning less human resources to a specific course (the ration of teacher/students in traditional models is obviously narrower) and have an offering for life-long learning, the desired paradigm for the present and the future.

Nevertheless, there are disadvantages as well. MOOCs are typically fast-paced, require a lot of willingness and self-motivation from the student to keep going and may be extremely for those not very digitally literate. On average, dropout rates for MOOCs are very high (they are reported to be about 90%), and fundamentally an online course (not only MOOCs, but those in particular) requires a big effort translated in terms of workload, time management and autonomous work.

MOOCs revolve around the concepts of openness (of access, educational resources employed, collaborative work, etc., but recent MOOCs are experimenting with different approaches), personal learning environment (PLE) and connectivism. The later is a pedagogical model first proposed by George Siemens and Stephen Downes in 2005 and postulates the learning process as a continuum of establishing connections to knowledge sources that inform the learner and gain from his/her contribution, in a process where the learner is really at the core of the process and decides what, how and when we wants to learn. That model postulates as well that in our digital society knowledge is no longer static but changes every day, and the capacity of the learner to discriminate and keep updated with the latest knowledge is of the essence. In connection to this, the learner build his/her on personal learning environment, the matrix of relationships he creates with knwoledge sources, be them people, groups, institutions, machines, etc. Hence come the MOOCs, a novel way of institutions delivering courses under the connectivist  banner.

The OLDS (Open Design Learning Studio) MOOC “Learning Design for a 21st Century Curriculum” is partially funded by JISC, a UK higher education non-governmental association, and was developed by a joint team of Professors, fellows and researchers from several British institutions. It aimed initially for a target audience of around 500-1000 learners, but the figures have been decreasing through the weeks, due to the typical MOOC dropout effect.

A lot of effort has been put on the design of the MOOC’s activities, the weekly and daily introductions are absolutely phenomenal, as well as the team’s members support. OLDS MOOC was designed as a cMOOC where the participants are active and expected to connect in groups not only on the central hub, the CloudWorks platform, but all over the world wide web.

My personal experience on OLDS MOOC was a bit mixed. Although I liked the concept, I felt lost with the pace of the activities. In my opinion they should have given more time for socializing and making groups of interest before asking for people to share their dream project, and allow for groups to present common projects. It is a bit frustrating to idealize your project and then engage in another person’s project. Even if that was the intention it was not explicitly stated, so it made people (I know I wasn’t the only one feeling this) feel uneasy and dismotivated, since those who didn’t ever had a MOOC experience were already feeling lost from the chaos of learning how to use a new tool, multiple environments to keep track of and general confusion. Adding to that, many people didn’t have the English language skills required to successfully develop a productive participation, and I bet those were the main dropout reasons.

Despite all that, I rate my participation as a positive experience. I got some valuable knowledge from the activities I engaged in. Granted, I didn’t complete hem all, but focused on the most important, landmark ones, so I was awarded the 1-week and 3-week completion badges. I wasn’t very lucky with group work, though: a group I had joined and expected to develop activities with dissolved after a while because the founder had to cease participating, and my next effort to join another group was unsuccessful due to the same reason, but in that case I decided to keep the same project going on and developed it myself. That’s why I think they should have allowed more social interaction and group-making at the beginning, even if only by starting one week earlier on the Google foruns for people to meet. Just my 2 cents.

Prototyping in #oldsmooc_w5

In the past few days I had to catch up with the activities on OLDS MOOC. I didn’t do them all, of course, but I watched the videos and skimmed past every single piece of reading available. It’s really an education to be taking this MOOC, and I’m very grateful to the organizers who put so much effort on it.

I just finished prototyping the course (ok, a module of the course,  Management 101). I think I didn’t made a bad of outlining the module with its different activities, although it may be incomplete in some ways. This is obviously a draft, no expectations of ever really doing it in the current form, so I’d be happy to have some comments. Now there’ll be only 4 more weeks till the end of the mooc, and I hope I can keep it going now that I’ve caught up :).

Slide1

My notes on the #UMinhOA

Last week (7th, 8th February 2013) I went to Braga for the UMinho Open Access Seminar & OpenAIRE workshop. I must confess I didn’t know a lot about Open Access, I was. I had some notions of repositories, data accessibility and interoperability due to my current master’s at UAb, conversations with friend researchers and my general interest in many fields of knowledge. My goal in going there was to apprehend some basic concepts that could be useful for the coming subjects of my master’s, particular when we talk about Open Educational Resources and discuss Open Access itself. In that sense, I should say it was very good to attend the seminar, although I couldn’t stay the Thursday afternoon due to professional reasons.

University of Minho is well-known for the excellence of their research output, and events like this help them cement their reputation. Everything seemed to work very well, the presentations were good, I think everyone was happy to be there. Pity I couldn’t stay for dinner on Thursday too, but I can assure the lunch on Friday was excellent. 😉

My networking was noticeable for almost not existing. I made some twitter connections, though, and talked to someone (sorry, bad memory for names L) about the possibility of packaging datasets into some format that would allow them to actively advertise where they were so as to keep coherence in large-scale databases when being moved around. Coherence of datasets is a big issue in data managgement. He replied it was a valid idea and had been proposed before, but that would mean a complete overhaul of the entire paradigm of databases in use on repositories and data centers. Oh well, don’t say I didn’t try to save the world… 😉

 

In March I’m going to attend the Digital Media and Learning conference in Chicago, USA, 14th-16th.

Still OLDs MOOCing…

MOOCs are the hype nowadays, but I think you need to be prepared to what you’re going to find and have a grasp on the subject. I think OLDs should have had a longer time for socializing before really entering into business: I was not prepared (and I feel a lot of people more wasn’t as well) to think of a project and make / join a team in the 2 first days. In my opinion that spoiled it a bit, since people immediately started feeling lost.

I finally finished week 2’s activities. I’m late, have to go faster and catch up quickly, since we’re already at the middle of week 4. Darn.

I don’t want to give it up, it’d be awful. I need to keep up with what I’m doing but do it faster and with more focus. I did the context, personas, factors and objections part, but I’m not going to do the force map. Let’s see if I can get the badge…

I’m (OLDs) MOOCing in the rain… #oldsmooc_w2

raining_cats_and_dogs

Amid the nice winter weather we’re having here in Europe (rainstorm in Portugal, snow all over Europe, fyi), this was not a good (OLDs) MOOCing week for my. My time management was far from adequate, and I had to find time between the classes I give, the ones I take (or whatever you want to call them) and the deadlines for several assignments for the master’s (if you speak Portuguese, check out my Digital Storytelling video ). So, I didn’t start on Thursday, hoping to catch up in the weekend, and when it arrived some other things suddenly crashed on my lap (including the aforementioned deadlines), so I had to focus on that. Then week started and I was a bit frustrated and dispirited by the lack of communication in the project I had joined, so I didn’t have the nerve to do anything in the MOOC… I had to get some word of encouragement, and it came, but at the same time I just checked the status of the project, and the original promoter says she’ll be unable to actively support it due to work schedule. Oh well, at least she seems to have a stable job, which is better that not having one… Alas, I’m going to try to join another team, that’s how life is, keep banging your head and in the end… you get a concussion! 😀

Oh, wait, if I get to catch up with week 2 activities, can I still apply for the badge? If any reader knows, please comment J Thanks!

Cheerio!

Mike Wesch, Etnógrafo Digital

Michael Wesch, Professor Associado de Antropologia Cultural na Kansas State University, estrutura suas pesquisas sobre o que ele denomina como Etnografia Digital. Por meio dessa abordagem, ele explora os efeitos das tecnologias digitais sobre a sociedade e a cultura globais. Basicamente, o autor insiste na ideia de que dentro da avalanche de informações propiciada pela Web.2.0, é necessário saber instigar a curiosidade e a imaginação dos estudantes.
Um de seus vídeos, The machine Us/Ing Us, foi lançado em janeiro de 2007 e avaliado como um dos mais vistos desde sempre no You Tube. Aliás, é sobre as comunidades organizadas pelo You Tube que estão focadas algumas de suas pesquisas. Por meio dos vídeos publicados, Wesh concluiu que as pessoas buscam partilhar em seus vídeos uma autenticidade e originalidade que são negadas e frustradas pelos canais de comunicação convencionais existentes. Segundo o antropólogo, existe um impulso em buscar expressão numa sociedade que parece anular esta possibilidade.
Wesch apresenta-nos quatro vídeos que retratam, cada um à sua maneira, aspectos da revolução digital que a sociedade contemporânea vive desde que a Internet se popularizou. Esta popularização da Internet, este acesso à rede das redes por camadas cada vez mais alargadas da população global, traz com ele novas formas de estar e interagir com o mundo, com os objectos, com as pessoas, com as instituições, criando de facto um novo paradigma de sociedade, cada vez mais global e assente em redes de interesses comuns, pela colaboração em prol de um bem comum, e menos caracterizada pelas fronteiras politico-geográficas.
Esta revolução cultural na sociedade é, naturalmente, marcada pelas tensões que se criam entre a mudança e o status quo, entre o risco da inovação e o conforto da imobilidade, entre os navegadores e os velhos do Restelo. As instituições tradicionais, construídas sobre milénios de saber e experiência acumulados, entre as quais a escola, tendem a resistir à mudança. Nos dois primeiros vídeos aborda-se o impacto das alterações no ensino, embora sob dois ângulos diferentes. No primeiro temos a utilização das possibilidades proporcionadas pela internet para a criação de comunidades, para dar resposta de uma forma colaborativa e solidária aos problemas sociais causados pelo aumento avassalador dos custos do ensino superior nos EUA, que levam a graves situações financeiras que impedem muitas vezes a prossecussão dos estudos. O problema dos empréstimos a estudantes nos EUA é uma realidade cada vez mais preocupante, e acções como esta dos estudantes da KSU são prova de que algo pode ser feito, e é cada vez mais a Internet que fornece, pela sua capacidade de interligar pessoas em todo o mundo, o meio para organizar e veicular acções de interesse comum. O vídeo não é só divulgador da acção, é ele próprio uma parte de grande importância da estratégia de angariação de fundos da campanha, e não é dirigido apenas aos estudantes da KSU, mas sim a um público-alvo global. A congregação de esforços em torno de causes comuns é, realmente, uma das marcas da sociedade em rede.
O segundo vídeo aborda a natural resistência da escola enquanto instituição tradicional à mudança, dado que esta é lenta em acompanhar as tendências da sociedade contemporânea. A escola é encarada pelos aprendentes de hoje como um espaço anacrónico, que pouco tem que ver com a sua realidade. Uma aula de hoje não é muito diferente do que era há centenas de anos; o saber é transmitido de forma organizada, compartimentada, magistral, o aprendente continua a ser na maioria dos casos o receptor passivo da informação, numa lógica muito afastada da realidade fora das paredes da sala de aula, onde a informação e o conhecimento estão ao dispôr de quem os procure de forma activa. A educação formal está (como sempre, de resto) em crise, mas nunca esta foi tão marcada como agora. A dificuldade em aceitar e adaptar as novas formas de conhecimento, as tecnologias da informação e da comunicação de forma eficaz e aproximada da experiência do aprendente contemporâneo levam a que seja encarada com algum descrédito e mesmo desdêm. Esta deixa de oferecer uma resposta eficaz, tornado-se cada vez mais irrelevante, consumindo recursos financeiros e humanos avultados e fracos resultados. Como a escola não pode mudar a sociedade, a sociedade terá de mudar a escola, forçando-a a uma adaptação necessária.
No terceiro vídeo o autor contextualiza o fenómeno das comunidades de “vloggers” em redes de partilha de vídeo, sendo a maior delas e, portanto, a que serve de exemplo, o YouTube. Os vlogs são video-blogs (ou video logs), e são algo característico da web 2.0. Comunidades formadas por pessoas de todo o mundo interagem de modo assíncrono mostrando-se em vídeo, falando para quem as quiser ouvir (e ver) sem os constrangimentos da conversa cara a cara, elicitados pela necessidade de utilizar personas para cada situação, pois não possuem modo de conhecer toda a sua audiência. O vlogging enquanto comunidade é também um exemplo de partilha e de colaboração social na rede, e é posto em evidência pela necessidade que as pessoas sentem de, embora focadas em si mesmas de uma forma algo egoista e narcisista, viver em sociedade de uma forma activa. A contextualização do tema é feita através da aposição do paradigma actual ao dos mass media, em que a televisão era o centro de uma cultura em que a audiência era passiva, consumidora de conteúdos, sem qualquer tipo de possibilidade de interação e escolha. Nesse sentido, é muito justificada a frase do autor: “Maybe this new machine will change us for better.”
Partindo do título, a máquina está a usar-nos, podemos conceber que a Internet se assemelha cada vez a uma rede neural, a um simbionte que se incorporou nas nossas vidas, e que nos está a “usar” para crescer, para se tornar cada vez mais massiva, uma consciência colectiva, um super-cérebro que é mais do que a soma da informação nele contida. Cada nova hiperligação “alimenta” a máquina, é uma nova ligação neural que se forma, um novo caminho que abre novos horizontes ao utilizador, que passa de mero leitor, receptor de informação, a agente activo na busca da informação, e também criador de interacções. A mensagem passa a ser, de um modo ainda mais pronunciado do que a intenção de MacLuhan nos anos 60, o meio, e o texto passa a ser dinâmica, aberto, passível de mais exploração. O texto deixa, fundamentalmente, de ser monolítico e passa a fazer parte de um texto global, de um co-texto que existe dentro do contexto global da Internet. O texto passa, no fundo, a hipertexto.

O trabalho de Wesch tem por finalidade a compreensão do modo c a nova dimensão virtual está a alterar a perspectiva que os indivíduos têm de si mesmo e dos outros, e dos novos tipos de realções que estabelecem entre si apoiados nessa nova realidade. As alterações que se estão a dar são profundas, impensáveis há relativamente pouco tempo na história da humanidade, e sem paralelo. Está em curso uma mudança de paradigma a vários níveis, e o trabalho de Wesch revela grande valia ao compreender que, mais do que criticar ou tecer juízos de valor, é necessário descrever e compreender as mudanças que estão efectivamente a acontecer. Estes quatro v´deos sãoexemplos muito válidos da nova realidade: a capacidade do indivíduo superar o seu individualismo e unir-se em causas que considera do seu interesse ou que apelem aos seus valores, mesmo que não conheça directamente os intervenientes, as alterações que se estão (lentamente) a dar na educação enquanto instituição tradicional, as comunidades de vloggers que encontram na web um espaço para partilharem a sua individualidade, as suas idiossincrassias, de um modo que dificilmente poderiam fazer fora desse meio, e a alteração do paradigma da escrita, do texto, da informação, de algo fechado e finalístico para algo aberto, dinâmico e em contexto com todos os outros textos. Etnologia Digital é realmente o nome aproriado para este campo.

LINKS E REFERÊNCIAS

Ciberespaço e Tecnologias Móveis. Processos de Territorialização e Desterritorialização na Cibercultura 1  (Citations: 4)

André Lemos
Resumo: As prática sociais emergentes com as novas tecnologias de comunicação nos colocam em meio a uma cultura da conexão generalizada, engendrando novas formas de mobilidade social e de apropriação do espaço urbano. Processos de territorialização e de desterritorialização estão em marcha, potencializados pelas tecnologias móveis. A noção de desterritorialização é uma constante em textos sobre a cibercultura. O argumento central desse artigo é que as tecnologias móveis não fomentam apenas processos de desterritorialização, mas novas reterritorializações, através de dinâmicas de controle e acesso à informação. Mostraremos que o ciberespaço e as tecnologias móveis criam territorializações em meio à tendência global desterritorializante da cultura contemporânea.

1ª Link : http://www.compos.org.br/data/biblioteca_762.pdf

Comunidades Virtuais  em Redes Sociais na Internet: Uma proposta de estudo.

Raquel da Cunha Recuero
Este artigo trata de um modelo para o estudo de comunidades virtuais como redes sociais da internet. Ele propõe um método de estudo para esses fenômenos, com base no sistema-relacionais teorias Relacional (Bertalanffy, 1975; Maturana e Varela, 2001; Watzlavick, Beavin e Jackson, 2000) e as teorias de rede. Começa a partir de uma definição conceitual de comunidades virtuais (Wellman, 2001 e 2003; Castells, 2003; Rheingold, 1999) e na construção interdisciplinar do concepct de rede social (Barabási, 2003; Watts, 1999 e 2003; Buchanan, 2002; Degenne e Forse, 1999; Scott, 2001). Finalmente, com base nesse debate, a proposta é apresentada em três centros: estrutura, organização e dinâmica da rede e seus elementos de estudo.

2º Link : http://pontomidia.com.br/raquel/seminario2005.pdf

Antonio Miranda
Coordenador do Grupo de Trabalho sobre Conteúdo e Identidade
Cultura, Programa Sociedade da Informação – SocInfo/MCT.
cmiranda@unb.br

Sociedade da Informação: Globalização, Identidade e Conteúdos.

Resumo

Os conteúdos informacionais nas redes eletrônicas são

analisados na perspectiva de seu impacto social e da

promoção da identidade cultural. Considera a penetrabilidade

e capilaridade das teconologias da informação um dos

principais indicadores de desenvolvimento da sociedade da

informação e defende a instalação de pontos de acesso  à

internet em bibliotecas públicas e escolares. Defende também

o fomento à produção de conteúdos, seu registro e difusão nos

âmbitos de governo, da sociedade pelos indivíduos, de forma  a

refletir as diversidades culturais e regionais, urbanas,

periféricas e rurais, assim como o resgate da memória já

registrada em língua portuguesa mas ainda não acessível.

3º Link: http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a10v29n2.pdf

Juan de Cicco: You Tube: el archivo audiovisual de la memoria colectiva.

4º Link: http://www.palermo.edu/ingenieria/downloads/pdfwebc%26T8/8CyT06.pdf

Apontamentos metodológicos iniciais sobre netnografia no contexto pesquisa em comunicação digital e cibercultura.
Resumo
Ao definir o papel da netnografia como uma metodologia para estudos na Internet
(Hine, 2000) e como um método interpretativo e investigativo para o comportamento
cultural e de comunidades online  (Kozinets, 1997), o próprio método se traduz como
objeto de reflexão no presente artigo. Abordamos aqui alguns exemplos de uso dessa
ferramenta  metodológica  nos  estudos  em  comunicação  mediada  pelo  computador
(CMC),  assim  como  uma  breve  problematização  sobre  o  papel  e  os  desafios  do
pesquisador nesse contexto.

5º Link: http://www.djangel.com.br/wp-content/uploads/2009/01/AmaralNataleViana.pdf

O último link fica em aberto para pesquisas, como sugestão deixo este da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a FAESP é reconhecida pela qualidade dos trabalhos que financia.

6ª link: http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisa/?sort=-data_inicio&q=%22Cibercultura%22