O meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem (PLE)

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Nota: cliquar na imagem para aceder ao diagrama interactivo

Este diagrama representa, em traços largos, o meu ambiente pessoal de aprendizagem. Por limitações de segurança do WordPress, é necessário clicar na imagem para aceder à versão interactiva, onde poderão clicar nos diferentes nós para aceder aos sites específicos.

Procurei com este trabalho fazer uma reflexão sobre o meu comportamento online, quais as interações que estabeleço com diferentes sites e com diferentes pessoas, que tipo de informação recebo e em que medida esta contribui oara enriquecer o meu processo de aprendizagem contínua, de uma maneira formal ou não formal.

Assim, como demonstra o diagrama que construí utilizando uma ferramenta open source, o Dia, tendo posteriormente exportado para o formato svg e adicionado os links ao código fonte e o script para navegar à la Google Maps, vê-se que divido a minha experiência online entre os sites que agrego no Google Reader, que são notmalmente fontes de notícias e blogues, e outros com os quais interajo, como as redes socias Facebook, Twitter, LinkedIn, Google+, Delicious, etc. Isso tudo faz parte da minha aprendizagem não formal, e também aqui se incluem sites de referência como a Wikipedia, motores de pesquisa, videos, e o iTunes U, através do qual já tive oportunidade de assistir a alguns cursos de Yale, por exemplo.

No que toca à aprendizagem formal temos a Universidade Aberta e o grupo do MPeL, com o qual estabeleço contactos formis e informais, tanto no Moodle como nas diversas redes sociais.

É este, portanto, o mapa da minha virtualidade, mais coisa menos coisa. Não referi alguns elementos porque são puramente de entretenimento, como podcasts cómicos, por considerar que não se enquadram bem em aprendizagem não formal.

Referências
Mota, José (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. In Educação, Formação & Tecnologias, vol.2 (2); pp. 5-21, Novembro de 2009. Disponível em: http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66.
Harmelen, M. Van. (2006). Personal Learning Environments. (M. Memmel & D. Burgos, Eds.)Sixth IEEE International Conference on Advanced Learning Technologies ICALT06, 16(1), 815–816. doi:10.1109/ICALT.2006.1652565 (http://dx.doi.org/10.1109/ICALT.2006.1652565)
Dabbagh, N., & Kitsantas, A. (2012). Personal Learning Environments, social media, and self-regulated learning: A natural formula for connecting formal and informal learning. The Internet and Higher Education, 15(1), 3–8. doi:10.1016/j.iheduc.2011.06.002 (http://dx.doi.org/10.1016/j.iheduc.2011.06.002)

Personal Learning Environments, social media, and self-regulated learning: A natural formula for connecting formal and informal learning

Dabbagh, N., & Kitsantas, A. (2012). Personal Learning Environments, social media, and self-regulated learning: A natural formula for connecting formal and informal learning. The Internet and Higher Education, 15(1), 3–8. doi:10.1016/j.iheduc.2011.06.002 (http://dx.doi.org/10.1016/j.iheduc.2011.06.002)

Os autores deste estudo destacam as vantagens da formação de PLEs que abranjam os média sociais no ensino superior, dado que os aprendentes os já os utilizam ativamente para esse fim, mesmo que o façam de uma forma espontânea. De facto, a atual geração de aprendentes que conviveu desde sempre com a tecnologia tende cada vez mais a utilizar os média sociais para as suas interações sociais, e se nestas estiver inserido o contexto do ensino, faz todo o sentido que se tire partido desse fator em benefício do aprendente, congregando assim a aprendizagem formal e informal. Os autores referem diversos estudos que corroboram essas conclusões, mas salientam também a necessidade de direção por partes dos aprendentes, pois estes carecem muitas vezes de capacidades para gestão do conhecimento e definição de objetivos, as quais devem ser desenvolvidas para uma melhor utilização dos recursos à sua disposição. Destaca-se também o caráter distributivo do ambiente pessoal de aprendizagem, um DLE, e a transformação do ambiente pessoal num ambiente social de aprendizagem. Na minha opinião é um estudo valioso no sentido em que retrata a realidade do elearning na atualidade e aponta o que parece ser o futuro próximo.

Personal Learning Environments

Harmelen, M. Van. (2006). Personal Learning Environments. (M. Memmel & D. Burgos, Eds.)Sixth IEEE International Conference on Advanced Learning Technologies ICALT06, 16(1), 815–816. doi:10.1109/ICALT.2006.1652565 (http://dx.doi.org/10.1109/ICALT.2006.1652565)

Neste estudo o autor tenta delimitar o âmbito do conceito de PLEs (Ambientes Pessoais de Aprendizagem). Para tal procede primeiro lugar a uma desambiguação com outros termos que podem causar confusão, como Ambiente Particular de Aprendizagem, Ambiente Personalizado de Aprendizagem e Ambiente Personalizável de Aprendizagem, depois a uma análise das dimensões que definem o PLE, cuja validade parece ser intemporal, e daí a coerência do conceito, e por fim apresentando exemplos de PLEs. Este estudo é claramente datado, pois o PLE é sempre focado na aprendizagem formal, podendo ser parte de um VLE (Ambiente Virtual de Aprendizagem). É preciso considerar que o boom dos média sociais e o modelo conectivista estavam ainda em formação na altura, por isso este estudo é valioso hoje em dia para compreender a evolução do conceito.